Quando trocar o óleo da sua moto?

Quando trocar o óleo da sua moto?

Postada em 14/10/2020

O jeito mais fácil de prejudicar o motor de sua moto é não cuidar da lubrificação. A troca de óleo periódica de sua Honda deve seguir o prazo recomendado pelo manual do proprietário à risca. Os intervalos da troca do lubrificante podem acontecer por quilometragem rodada ou por tempo decorrido desde a última troca.

Uma dúvida frequente, especialmente de motociclistas menos experientes, diz respeito sobre qual seria a melhor marca de óleo para sua Honda. Não tem mistério: o melhor óleo lubrificante é aquele recomendado pelo fabricante, que foi determinado por critérios técnicos visando atender todas as especificações desejadas pelos projetistas dos motores.

Com relação ao momento certo da troca, antes de dar ouvido aos “entendidos” ou outras fontes informação, tenha em mente que ninguém conhece melhor sua Honda que o fabricante e seus representantes, os mecânicos credenciados da rede de concessionárias. Se você é daqueles que roda pouco, o prazo será determinado por tempo e desconsiderar este limite é um risco. O óleo, mesmo se sua moto não for usada, envelhece e perde suas propriedades, daí ser necessária a substituição mesmo sem praticamente ter usado a moto. Já aqueles que rodam muito precisam ficar atentos à quilometragem limite determinada, que varia de acordo com cada modelo. Sempre verifiquem o manual para se informar com quantos km se faz a troca do óleo da sua moto.

No caso de uso intenso, o óleo precisa ser trocado com maior frequência pois se os ciclos de funcionamento do motor, o esquenta e esfria, são intercalados por uma utilização extrema – clima excessivamente quente, alta rotação durante longos períodos, regiões poeirentas – o “trabalho” do óleo na contenção de atrito e equilíbrio térmico do motor é mais exigido, o que reduz gradualmente a capacidade do óleo de proteger o motor.

Como você leu acima, a tarefa do óleo não é apenas o de lubrificar o motor, limitando atrito das partes metálicas e assim, reduzir desgaste. Outro papel fundamental é o de agir na manutenção de temperatura de exercício o mais constante possível, limitar variações extremas e, por consequência, a contração e dilatação exagerada de componentes metálicos.

Uma palavrinha importante do universo dos lubrificantes é “multiviscoso”, que determina que o óleo de seu motor é capaz cumprir bem seu papel em diferentes situações de temperatura. Por exemplo, o óleo Pro Honda 10W30 atende a especificação de viscosidade variável na qual o número 10 indica a capacidade de ser muito fluido em baixa temperatura, ou seja, alcançar as partes mais estreitas e escondidinhas do motor por conta de uma grande fluidez decorrente de baixa viscosidade quando o motor está frio. Conforme a temperatura do motor vai subindo, esse mesmo óleo é capaz de alcançar um índice de viscosidade 30, três vezes mais viscoso de quando frio, ou seja, mais adequado a proteger as partes do motor em altas temperaturas, nas quais o “filme” de óleo, a camada entre componentes, precisa ser mais espessa para reduzir atrito e conter o excesso de temperatura.

Como visto, ter dentro de seu motor um óleo bom para moto e de alta qualidade como o Pro Honda, de especificação correta, trocado de acordo com o prazo que determina o fabricante, é a garantia de ter uma máquina com o máximo de sua durabilidade, performance e economia. E, lembre-se sempre: óleo é um componente barato, e qualquer pão-durice relacionada a suas trocas se reverte em despesas muitos mais elevadas no futuro.



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